quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Finis Terrae


Anno Domini de 1470

Muit@s afirmam que a guerra está perdida. O Alçamento Irmandinho está sendo derrotado na maioria das batalhas campais que se livrárom na última campanha, Fonseca volta a sentar-se no trono arcebispal de Compostela e os senhores estám assentando-se de novo nos seus feudos e reclamando os seus senhorios. O desalento fai melha nos exércitos irmandinhos, dos quais só resiste mais ou menos íntegro o de Alonso de Lançós, enquanto o de Pedro de Ossório se batiu em desbandada depois da derrota em Balmalige.

A cidade nunca se recuperou da perda de Gorecho de Lemos e os seus lugartenentes irmandinh@s, assassinados por Jurjo de Andrade e os seus homens durante a Feira Franca passada. O espírito que acendera a rebeliom em Pontus Veteris apurou o seu hálito o suficiente como para resistir dous assédios, e maliá todo prognóstico, a cidade resiste. Sabe-se de outras que assim o fam, como Pontedeume, mas nom há possibilidade de enviar nem receber mensageiros: Maliá nom haver um assédio oficial, as redondezas estám infestadas de bandidos senhoriais.

O vazio de poder deixado por Gorecho e os seus está a ser ocupado polos grémios, alguns dos quais começam a plantejar publicamente a necessidade de pactuar com Fonseca para evitar umha massacre. Existem suspeitas de que umha nova onda de choque se dirige face a cidade, esta vez com bombardas, dispostos a reduzir a cidade aos cimentos de nom atingir a rendiçom final d@s seus/suas habitantes. A cidade está cada vez mais dividida, e muit@s pensam que nom será possível suportar um terceiro assédio. A impossibilidade de manter o abastecimento do mercado semanal disparou os preços, e acrescenta-se a misséria e a pobreza com cada dia que passa.

Enquanto o Alçamento Irmandinho ameaça com cair e o medo cresce, alguns/umhas, contra toda esperança, se preparam para resistir.

Mas existe outra guerra desconhecida, que leva livrando-se nos últimos anos nesta cidade. Um combate travado baixo o manto nocturno, nos pórticos desertos e nas praças vazias, no que a mágia e a espada se encontram, um combate subterrado em mitos, lendas e profecías; que por fim está pronto para o desenlace final. Nengum dos dous bandos está disposto a fracassar, e ambos luitarám com umha crueldade inmisericorde para ganhar a alma desta cidade.

Esta é a tua oportunidade de marcar a diferença, e inclinar a balança. A fim do caminho chegou, estades na fim do mundo e de todas as cousas, estades em... Finis Terrae!


Por terceiro ano concecutivo, o clube organiza o Rol em Vivo Medieval, que tem lugar na zona velha de Ponte Vedra durante a Feira Franca (este 6 de Setembro). A ambientaçom avança um ano, e a história constitui o desenlace final de duas tramas principáis paralelas, que levam misturando-se e desenvolvendo-se ao longo dos dous últimos anos anteriores na Pontus Veteris do século XV.

Lembramos que a actividade é plenamente de balde, nom é necessária experiência prévia em rol em vivo ou incluso em rol em mesa; e que começaremos às 10 h da manhá do dia 6. O único requisito imprescindível para jogar é vir vestido da época.

Se queredes participar ou receber informaçom, enviade um correio electrónico ou chamade a qualquer dos telefones de contacto (estám todos na secçom de contactos deste blogue).

Umha aperta a todos/as, vemo-nos na Feira Franca!